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ABERTURA

 

Tem por finalidade esta secção tratar os mais diversos tópicos relacionados com a Comunidade Lusófona espalhada pelos cinco continentes. Também para a que reside no berço que é Portugal.

Somos 200 milhões a falar a língua de Camões e esta a nossa Pátria como o afirmou Fernando Pessoa.

Nós os que nos encontramos fora da Mãe Pátria, somos a continuação dos homens quinhentistas que pela força das circunstâncias tiveram que aban-donar um Portugal pobre da época. Embarcaram, sem destino certo, nas caravelas, em procura da Ásia. Caminho aberto pelas naus de Vasco da Gama em 1498. Dois anos depois Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil.

 

No Oriente imenso, o Homem Português transforma-o com tecnologias do Ocidente. Faz ligação de pessoas, implanta e transforma o regime alimentar dos povos com a movimentação de plantas e sementes de uns continentes para outros.

O Homem Português na Ásia não produziu guerras, actos de pirataria no alto mar, não colonizou povos mas assimilou-se a outras etnias. Fundou núcleos Lusófonos onde se fixou casando com mulheres nativas e criou familias cristãs.

Algumas destas comunidades ainda perduram, mesmo dentro delas existirem poucos nomes portugueses. Pouco ou nada, ao longo de anos, os executivos dos Governos de Portugal,por estas, hajam feito algo para que se mantenham vivas. Por vezes ouvimos palavras onde se inserem projectos,pragmatismos que mais não são,coisa igual: a vinha com muita parra e pouca uva.

O nosso amor a Portugal tem feito, ao longo de 500 anos, com que nos tenhamos afirmado no Mundo e auferido larga respeitabilidade dentro das comunidades,estrangeiras, onde nos encontramos.

E, tem como objectivo, a página “Aqui Maria” na Internet produzir, no futuro, uma estreita ligação entre o Oriente português e a Lusofonia

Além de ser tratada a história será também o de divulgar as potencialidades económicas da Ásia que não tardarão e ligações entre o empresariado do Oriente e de Portugal.

O oferecer e vender aquilo que Portugal produz é sinónimo de riqueza e com isto o elo estreito e frutuoso que não poderá ser ignorado.

Para finalizar envie-nos a sua mensagem para nesta secção ser divulgada.

A critica será bem-vinda pelo facto de ser constructiva ajudando a remediar males que virão,depois,por bem.


 
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A LÌNGUA PORTUGUESA NA ÁSIA

A língua de Camões no tempo actual é o meio de comunicação de cerca de duzentos milhões de pessoa à volta do Globo. É consequentementeo oficial nas instituições, de ensino nas terras que os portugueses povoaram, colonizaram após do começo do século XV e quando se dá início à era da expansão.

Expandiu-se, progressivamente pelas costas Ocidental de África, Índia, Costa do Coramendel, Ceilão, reino do Pegú, Ilhas Samatra, Molucas, China até ao Japão.

Portugal, país de reduzida dimensão geográfica, fundado em Guimarães por Don Afonso Henriques em 1128, estendeu-se até ao Sul que banhado pelo Oceano Atlântico, o privilegiou com a varanda da Europa.

A grei, composta de homens rudes e de alma generosa, nela surge um português ilustre: o Infante Dom Henrique.

Fundou a Escola Náutica de Sagres que o coloca, sem qualquer contestação, numa figura humana de enorme dimensão que transformou completamente o Mundo, no século XVI, graças à sua persistência. O sonho do Infante foi concretizado após a sua morte: as Caravelas de Cristo já navegavam em todos os oceanos da terra.

Mercadores, missionários, do Padroado Português do Oriente, conforme os mareantes lusos largam as âncoras das caravelas nas baías e enseadas nas costas das novas terras descobertas a civilização lusa juntamente com a fé cristã foi introduzida. Com isto a lígua de Camões, que foi quatro séculos o meio de comunicação entre os países da Ásia, para o comércio, tratados entre países e relações bilaterias, missionários de crenças existente na Europa, a religião católica, em meados do século XVII, o protestantismo.

A língua portuguesa no final do século XVI é falada desde a Madeira,descoberta em 1418, até ao remoto Japão.Os portugueses durante quase um século estão senhores absolutos do comércio do oriente, foi no espaço de 100 anos que milhares de pessoas aprenderam a falar o Português e assimilaram frases de lingua lusa às das suas raízes. Em todos os portos da Ásia, onde os mercados e a comunidade luso-descendente se instalam, a língua portuguesa ali está a servir de meio de ligação entre a França, Inglaterra e a Holanda, quando estas nações começam a descobrir o "filão" das riquezas do Oriente.

Era assim a importância do português em todo o continente asático: S. Francisco Xavier, o apóstolo das Indías, ao serviço da coroa portuguesa, em 1545 pede a Lisboa que lhe mandem missionários a falar a língua portuguesa. A holanda e o Bantão (Indonésia), em 1596 assinam o primeiro Tratado de Paz e Comércio, cujo texto é redigido na língua portuguesa. Dois anos depois, Maurício de Nassau, regente dos Países Baixos foi portador de uma Credencial que o acreditava como Representante deste país. Ainda neste mesmo ano (1598), os holandeses colocam uma inscrição pseudo-portuguesa na Ilha Maurícia. Um inglês, comerciante, em 1600 é chamado perante um Imperador do Japão e foi na língua portuguesa que se exprimiu.

Os barcos ao serviço dos holandeses, nas viagens para o Oriente, levam intérpretes para a língua portuguesa. Frei Gaspar de S. Bernardino, em 1606, encontra no coração da Pérsia pessoas que falam o Português. Mergui (Birmânia), onde viveu uma colónia numerosa de portugueses e porto de grande movimento marítimo, a língua lusa era a corrente entre a populaáo local e a transitária. É assim a língua portuguesa o único meio de comunicação entre os povos da Ásia e o mundo ocidental.

Ainda em 1911, os missionários holandeses tinhan por obrigação de ter conhecimento global do português nos territórios sob a tutela da Compania das Indias Orientais.

Voltando ao início da introdução e depois de um século da língua portuguesa já estar firmada e enraizada por todos os países da Ásia,não pode ficar ignorado um estudo do prof. David Lopes sobre a expansão da língua lusa na Ásia: (1609). As autoridades de Urtan (Ilha de Puloway, Samatra) mandaram a Keeling um mercador inglês que falava português com uma carta de um Almirante holandês em língua portuguesa.Muitos habitantes da Ilha de Mhélia (uma das Ilhas Comores) falavam português. (1620) Tratado de Paz e Comércio entre dinamarqueses e o Príncipe de Tanjor em espanhol-português e alemão. (1638).Os moradores de Comores, em frente de Ormúz, falavam português. (1639-1687). Em Batávia, as mulheres da sociedade e os escravos falavam português segundo N. De Graaf. (1646-1658).Os Reis do Ceilão correspondiam-se em português com os holandeses. (1647). O Governador da Ilha Célebes falava bem português, segundo o Padre Alexandre Rhodes. (1661). A língua portuguesa é falada por quase todos os habitantes da Índia, segundo Schouten. (1675). Pregação em língua portuguesa na cidade de Batávia. (1679-1681). Os Reis de Aracão correspondiam-se em português com o Governador-geral da Batávia. (1686). Os jesuitas franceses que iam para a China falaram em português – " que era a língua mais corrente no país" – com o Governador da Batávia, segundo o P. Tachard. (1689). Em Sião, os padres franceses pregavam em português, segundo o P. Tachard. (1698-1704). A Companhia Inglesa das Índias obrigava os ministros da religião a aprender o português. (1708). O português, língua corrente em Batávia, segundo Valentyn. (1708). Os pastores de língua malaia em Batávia representaram ao Governador geral e ao Conselho da Indias pedindo que o culto em língua malaia se fizesse na igreja portuguesa. (1709). Grundler, missionário de Trangambar, afirma a grande utilidade da língua portuguesa para exerc´cio do seu ministério. (1711). A língua portuguesa é uma espécie de língua franca em todos os portos da Índia, segundo Lockyer.(1718). Ma história da Princesa Bilibamba, o heroi principe chinês, fala português, segundo Biervillas. (1723). Indígenas das Ilhas das Ilhas de Nicobar que compreendiam o português. (1724, ou um pouco antes). A língua portuguesa é de uso corrente entre os europeus da Índia, segundo Hamilton"…(1)

A Inglaterra e a Holanda procuram por todos os meios e preço tomarem o lugar aos portugueses na dominação do comércio do Oriente. Os britânicos preferem a Índia, enquanto os holandese se estendem mais ao Sul, navegando nas àguas do mar de Andanam, passam o estreito de Malaca, conquistam esta praça aos portugueses, fixam-se em Samatra,Batávia e em todas as Ilhas do arquipélago que nos dias de hoje são pertença da Indonésia. A Dinamarca, com presença pouco significativa na Ásia, vão fazendo comércio e ocupam alguns portos da Costa do Coramandel, que não são mais que pontos de apoio logístico a sua navegação. A França deseja seguir as duas potências europeias e balançar,assim, já a dominada o comércio asiático, sem querer envolver-se em lutas. A Ásia é enorme e ali há muito que comprar e vender.

Luis XIV, o Grande intronizado rei de França, na idade do "biberão", aos cinco anos. Um Rei menino e certamente influenciado pelos educadores da Corte, fazem dele um monarca déspota, amante de batalhas e pelas lutas em que França se envolveu, leva a nação a sofrer o revés da miséria.

Luis XIV deseja colonizar apenas o reino do Sião e com o propósito da França ser o pêndulo da balança que pesava as forças inglesas na Índia e as holandesas na Indonésia.

São os missonários jesuitas das Missões Estrangeiras de Paris encarregadas de fazer a exploração da costa marítima do Sião, referenciar os pontos estratégicos em modos de espionagem para depois os transmitirem-nos ao Rei Grande.

Tal nunca viria acontecer dado que o Povo siamês deu conta da conspiração, deu-se um terrível massacre e com isto de missionários franceses já residentes em Ayuthaya. Os que conseguiram escapar, meteram-se em barcos, navegaram pelo rio Mekong e refugiam-se em Phnom Penh, no Cambodja e mais tarde no Vietname e Laos que não tardou a colonizarem estres três países.

A língua portuguesa não pode ser ignorada pelas três maiores potências europeias da época . Sabem os seus governantes que dela s terá de servir a sua gente como meio de comunicação, entre os povos das novas terras ocupadas.

Os novos ocupantes da Índia,Ceilão,Pegú,Malaca e a Indonésia, não era com facilidade que poderiam assimilar as dezenas de dialetos falados no Oriente. O português já estava a ser falado em termos correctos nos portos de toda a Ásia e nos crioulos simplificados – indo-português e malaio-português- o usado nas trocas comerciais.

São os franceses os que mais se servem da língua lusa em toda a Ásia e, aconteceu no Reino de Ayuthaya, onde a língua se tinha desenvolvido enormemente entre a comunidade lusa-descendente, no Bangue Portuguete (Aldeia dos Portugueses), com uma população a rondar as três mil pessoas. Na outra margem do rio Chao Prya ou Mename, onde a comunidade portugueses vive,situa-se o Campo Japonês, cuja população é composta pelos cristãos perseguidos em Tenagashima e Negasaki pelo Imperador nipónico e os seus samurais.

Para os perseguidos é preferível fugir do japão que renegar a fé que Francisco Xavier tinha introduzido no país do Sola Nascente há mais de um século e ficam assim juntos à comunidade portuguesa onde o calor espiritual da religião da católica os aconchegava.

Chega com os avós do Japão uma ilustre e corajosa, ainda na flor da sua juventude, a luso-descendente Maria de Guiomar .Mulher virtuosa e possuidora de tão enorme generozidade que mais tarde vem a contrarir matrimónio com Constantino Falcão, de nacionalidade grega, que mercê da intelegência de que é dotado chega a ocupar o lugar de primeiro-ministro na Corte do Rei Narai, do Sião.

Os franceses utilizam Constantino Falcão como intermediário entre estes e o Rei Narai. Os missionários jesuitas das Missões Estrangeiras de Paris, servem-se dele para que o Rei Narai se possa converter ao catolicismo com a introdução de clérigos na Corte e, tem de ser a língua portuguesa no meio de entendimento entre o Sião e a França.O Museu de Versalhes conserva nas suas gavetas numerosa correspondência escrita em língua portuguesa, sobre Tratados e outros relações entre as duas monarquias.

A grandeza dos factos caiem, igual, como os impérios!

A língua portuguesa está a extinguir-se no Oriente.

Depois de Moçambique e contornando a Costa da Índia até ao Japão, apenas se fala o português (não em toda a população) em Goa,Timor e Macau.

A esperança que ainda nos resta, a língua de Camões, como oficial, em Timor a lembrar o passado histórico de mais de 500 anos.

José Martins

(1) David Lopes, Antologia da Historiografia Portuguesa II – De Herculano ao Nossos Dias, página 138 – Publicações Europa-América

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O PORTO DA MINHA INFÂNCIA

Por: José Martins

Já não leio o Jornal de Notícias há vários anos. Foi entretanto o jornal que me habituei a ler, diáriamente, nos meus verdes anos, quando comecei a minha profissão de marçano, no então (igualzinho), Porto de Camilo.

Era o Porto das zorras barulhentas que de S.Pedro da Cova transportavam carvão para alimentar a central térmica de Massarelos. A fonte de energia para locomover os amarelos que garbosamente subiam a 31 de Janeiro, os Clérigos, Sá da Bandeira em procura dos arrabaldes do Porto..

Um Porto cem por cento tripeiro!

Na Estação de S. Bento havia carrejões ladinos de capuzes de serapilheira, almofadados, carregando arrobas e mais arrobas, no costelado, para as mercearias do Bonjardim,Flores e Sá da Bandeira.

Chegava todos os dias a S.Bento gente da Régua, Amarante e sei lá de mais de onde. Trazia com ela cestos de vime colorido. Dentro deles, um presentito do seu lavrado para oferecer a algum amigo ou pessoa de família. Encostados às grades, de costas voltadas para a Praça de Almeida Garrett os habituais e inofensivos mãozinha leves, que a espreitavam, seguindo-lhes depois os passos para ensaiarem a venda do vigéssimo premiado, branco como a cal, o anel de ouro falso como Judas ou surripiar-lhe a carteira no meio da barafunda na escalada para o amarelo.

Juntas de bois jungidos à canga,pintada de várias cores e com arte entalhados desenhos rurais, subiam a S.João puxando ronceiros carros de rodas fabricadas de madeira de freixo,carregando as mercerias,bacalhau e caixas de sabão dos armazéns da Ribeira para as bandas de Ramalde,Areosa e para o concelho de Gaia.

O Porto do meu tempo era mesmo um Porto a valer!

Nunca arriámos aos alfacinhas. O tripeiro raramente bebia um galão de café com leite e um bolo de arroz, enquanto uns más língua afirmavam a pés juntos, que em Lisboa a moda corrente do lisboeta, ao almoço, era atestar meio estômago com um bolinho e uma meia de leite na pastelaria da esquina.

As tascas de Cimo de Vila,dos Congregados,Caldeireiros e da Cordoaria sempre foram centros de cultura. Ali discutia-se de tudo um pouco. Era o último jogo da bola do Porto, as habilidades futebolisticas do falecido Artur de Sousa, o Pinga, mais tarde as defesas do guarda redes Barrigana, do brasileiro Jabaru e do treinador,também brasileiro Yustrich. (Este andava de noite à procura dos jogadores, pelas tascas da Alferes Malheiro e quando os topava já meio pingados do verdinho,meu verdinho, sem cerimónias acertava-lhe dois tabefes na cara).

Os jogadores, nessa altura,entravam em campo quase por amor à camisola.

Corrupção, ninguém,mesmo ninguém conhecia sequer a palavra!

Presentear um árbitro com uma viagem ao estrangeiro?

Nunca, tão pouco um lugar na camioneta de carreira, no passeio anual de um grupo de 20 amigos que se quotizaram,durante um ano, a vinte e cinco tostões por semana.

Um Porto despolitizado!

Não conhecia politícos bons ou maus!

Quando o General Sem Medo (Humberto Delgado) foi ao Porto houve chanfalhada de criar bicho da Polícia a torto e a direito, fazendo as delícias da miudagem, a correr em direcção às vielas para se livrarem do cassetete do "sô polícia".

Com os polícias tudo bem... o pior acontecia na esquina da Rua do Heroismo,junto ao Cemitério Prado Repouso, onde os Pides ajustavam contas com os camaradas da época ou com o respeitável democrata que teimavam em desalojar Salazar do "poleiro de São Bento.

O Porto da minha infância era um burgo girissímo!

Havia verdura,lagos,cisnes nos jardins da Cordoaria, do Marquês, de São Lázaro, da Arca de Àgua e do Palácio de Cristal. Criadas de servir,conhecidas por sopeiras, de faces coradas e aventais broncos, esmeradamente passados a ferro, passeavam aos pares pelas alamedas desses retiros espitituais do Domingo. Magalas dos quarteis arrastavam a asa a essas beldades, ainda puras, decorando as palavras que depois na investida da promessa de amor eterno, conforme a coragem lhes iam dizendo.

Os jovens eram timidos na procura do amor.... Amor sem luta é comida ensossa.

Amor a granel? Ah, esse era para os lados da Rua Escura, dos Pelames, da Bainharia, no Bem me Queres, junto ao barracão, na altura, da Estação da Trindade.

Nunca entendi porque o Porto foi sempre tão bairrista... nem os vizinhos poupava. Dizia-se que " valia mais uma rua do Porto do que ca-Gaia-toda".

Gaia que se mirava da margem ribeirinha, que envelhecia nos armazéns na margem do Rio Douro o generoso Vinho do Porto que constantemente os barcos rabelos o traziam pelo Douro abaixo.

Gaia que ainda tinha a Serra do Pilar virgem e um planalto onde a miudagem ia jogar a bola de trapos. Em baixo a praia do "Borras",junto à Capela do Senhor de Além era a piscina dos miúdos e graúdos onde ao Domingo iam tomar banho. O velho Duque, barqueiro estacionado na Ribeira, no outro lado do rio,de quando em quando era solicitado para piedosamente retirar das profundezas do Douro o corpo, sem vida, do incauto que se aventurou nadar mais além da margem.

Da Vila de Gaia, centenas de operários, ainda o dia não tinha aclarado, desciam vertiginosamente montados em bicicletas a Avenida da República para trabalharem nas obras da cidade.

Na minha mente ainda se conserva a imagem típica do Machado "aldrabão" a vender a Pomada Santa de Giboia na Cancela Velha, um pouco acima do velho Jornal de Notícias. A Banha de réptil curava todas as mazelas e aliviava as dores.

Bem, não nasci no Porto,sou serrano de origem e do sopé da Serra da Estrêla.

O Porto da Minha Infância, foi amor à primeira vista e marcou para sempre a minha existência.

 

P.S. Artigo publicado na página da Internet "Porta dos Talentos" do Jornal de Notícias e em 1 de Janeiro de 1997 na última página do mesmo diário, do Porto, com a gravura agora,também, inserida. O presente artigo teve nova revisão pelo autor.

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