PARQUE DE SONHOS

Banguecoque -Tailândia

A uma escassa hora de viagem do centro da cidade de Banguecoque situa-se um parque de diversões que bem se pode considerar de sonhos.

Ali se encontram as mais formosas orquídias geradas das plantas orquidáceas em formas e tons multicoloridos que extasia todo aquele que gosta flores.

E, também, os amantes da fotografia que por alí, bem podem passar um dia, a pressionar o botão da máquina e descobrindo os melhores ângulos para fixar a sua imagem no paraiso floral.

  

Uma espaçosa “casa verde”, coberta em toda a extensão com uma rede, de matéria plástica, verde para diminuir a o poder calorífico dos raios solares em trinta por cento e, que permite não destorcer o ambiente o verde, natural da plantação.

O visitante está perante, um autêntico, jardim suspenso da Babilónia.

O “Samphran Elephant Ground & Zoo” além do maior espectáculo do Mundo de elefantes, ao ar livre, estende-se numa área de muitos metros quadrados com lagos e canais artificiais onde navegam, pedalando barcos configurados em tartarugas, casais com os filhos ou namorados, apaixonados, dentro dessas vias românticas onde entre o verde embrenhado e fora das vistas dos reparos e dos maus olhares podem dar o seu primeiro beijo.

Jaulas com animais de várias espécies onde se contam tigres e leões, domesticados e à mercê de quem goste tirar uma fotografia colocando-lhe a mão em cima do pelo.

Tanques com várias espécies de crocodilos (alfaiates aquáticos), que os pode apreciar quase que amestrados num espectáculo ou em viveiro que mais tarde no matadouro, “crocoliqueiro”, do parque serão abatidos; despidos das peles que curtidas voltam, depois, em cintos, carteiras e sapatos que farão proa de pessoas que gostam decorar as suas figuras com componentes “peláticos/crocodilácos”. São reproduzidos ali mesmo aos milhares como frangos em aviário. No parque há uma loja de vendas deste material que o visitante pode adquirir a preços muito simpáticos e a quatro ou cinco vezes menos que nas lojas de países do ocidente.

Durante dia, no parque dos sonhos há vários espectáculos de ilusionismo que o nosso Luis de Matos apreciaria estar presente. O artista de ilusões, por artes mágicas em que os mil-olhos dos espectadores  não conseguem perceber como este faz aparecer peixes num tanque de àgua, pombas transformadas em coelhos; pássaros que voam, invisivelmente, no ar e depois caçados com uma rede do tipo apanha borboletas. Delícias dos grandes e dos pequenos e, também do grupo de freiras, vizinhas do parque, da Congregação dos Jesuitas, em Samprhan que sentam nas bancadas junto ao público. Nem só de rezas vivem as freiras e, o tempo da clausura conventual se vai e óbviamente a liberalizando.

Terminado o “show” das ilusões segue-se a exibição, secular, da caça ao elefante, selvagem, tailandês que depois era amestrado e um animal precioso  na defesa militar do Reino do Sião, desde os primórdios da sua fundação no final do sec. XII, em Sukhothai e, importante, como besta de trabalho, puxando toros de árvores nas florestas acidentadas do Reino.

Mas o espectáculo dos elefantes atinge o auge “gargalhante”, entre o pessoal das bancadas quando no recinto os elefantes jogam uma partida de futebol e lhe dado o nome de torneio “Mundial de Futebol 2003 da Tailândia”. Os grandes nomes do futebol estão ali representados e, entre essas estrelas está o nosso Luis Figo.

Um Figo irreverente, que carrega o guarda redes, apanha um cartão amarelo. Pela segunda falta leva com o vermelho e é expulso. A bancada, descontente, vocifera  vaias ao Figo que não aceita e, fazendo o pino vira o “traseiro” como forma de ultrage, ao público, que todavia o tinha recebido, com prolongadas palmas, quando entrou em campo.

 O grande espectáculo e depois da partida futebolistica é a recomposição, da histórica batalha de Nong Sarai, onde o Rei Naresuan sai vitorioso contra as tropas invasoras do Reino do Pegu.

Ali estão e permanentemente, representadas as ameias portuguesas, introduzidas na velha capital de Aiutaá, pelos portugueses há cerca de cinco séculos assim como as bocas de fogo lusas que disparam tiros de pólvora seca que atroam no ar e lançam nuvens de fumo negro na atmosfera.

Demonstração que atinge uma  realidade  impressionante e a fazer reviver como as batalhas eram travadas há cinco séculos onde nestas os cavalos eram substituídos pelos elefantes e as lutas de espada corpo-a-corpo.

Porém, não deixa de ter realce, como na Tailândia, os factos históricas, mais significativas, do Reino são constantemente encenados e representados periódicamente de Norte ao Sul do país. Estes espectáculos, além de rara beleza de luz e cor mantém nos tailandeses, jovens e adultos, o espirito da identidade patriótica que os leva a orgulharem-se do seu país e, nunca por nunca aceitam ou mesmo toleram palavra que seja que coloque, em causa, a idoneidade da sua Pátria ou do seu Rei.

Para visitar e assitir aos espectáculos do parque “Samphran Elephante Ground & Zoo”, consulte a recepção do hotel onde fica hospedado em Banguecoque ou a organização Ms. Jittapa Changrien ou Ms. Sanurak Nonracvhsuwat, Telefone:02 25545895–7, Fax: 02 255 4468. E-mail: jittapata@syllablethai.com

José Martins

 


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