Mas que linda festa!

E mais bela ainda porque com a equipa de futebol, dizem a melhor do mundo, o Real Madrid, estava o seu treinador Carlos Queirós e o Luis Figo.

Um Figo português (pingo de mel) que foi o mais “bom” das raparigas tailandesas e, prova--o isso que depois de o Luis autografar uns calções e a camisola, com o seu número, uma jovem beijava-os e cheirava-os como se fosse perfume da flor do “rosmaninho” .

O Carlos Queirós que apenas o conhecíamos por fotografia, preguei-lhe uma partida!

Foi mesmo isso.

O Carlos Queirós observava as voltas ao campo de aquecimento que o Luis Figo  (certamente para se refazer de uma lesão numa perna e que não lhe permitiu mostrar as suas habilidades futebolisticas aos sem conta admiradores/as que já possui na Tailândia).

Sorreitaramente e, de máquina preparada para o disparo:

“ Ó Carlos sorria-se?”

 Foi o melhor “boneco fotográfico” que consegui  a curta  permanência de 36 horas do Real Madrid na “Cidade dos Anjos”.

Estupefacto, ficou o treinador (claro o melhor do mundo) de ali ter encontrado um “portuga”, dos quatro costados, na pista de atletismo a fazer uma reportagem.

Trocámos breves palavras, onde se conjuga a minha permanência na Tailândia.

Não tive tempo de lhe falar da história de Portugal na Tailândia (na proximidade dos 500 anos) e assim lhe dizer que os portugueses foram os primeiros ocidentais a ter relações de amizade com a Tailândia.  

 Paciência fica para a próxima.

O treinador português é uma pessoa que denota muita humildade, nenhuma vaidade e cativa todos aqueles que conversam com ele.

Não se privou de tirar fotos com as pessoas que lhe pediram para tirar junto e escreveu e  autógrafou  camisolas quando se dirigia para os balneários.

Com o Luis Figo e, porque a um jogador não lhe sobra tempo para falar não deixei, porém, de lhe dar as boas vinda quando passou, junto a mim, numa sala do hotel.

“Luis Figo bem-vindo a Banguecoque”!

Respondeu-me com um obrigado.

Não entendo “nadinha” de futebol. 

Conheço a cara de meia dúzia de jogadores portugueses dado ao favor e graça da nossa RTPi (que dizem, agora, estar melhor) que me entra em casa 24 horas.

Encontros de futebol só os vejos quando a selecção de Portugal  e, se está a perder desligo.

Perder não é comigo  mesmo que seja a feijões.

 

 Sem o Escudo Português a figurar na manga da camisa de Carlos Queirós e na camisola de Luis Figo regozijei-me pela presença de duas figuras conhecidíssimas integradas no “nuestro hermano grande y rico”  Real Madrid na capital da Tailândia.

Finalmente, Portugal,  não importa só azeite,frutas, leite e vinho da vizinha Espanha mas (está à vista) exporta material, humano, para ajudar o Real Madrid a obter bons resultados.

De futebol os espanhois talvez sejam melhores que os portugueses.... mas no jogo do pau e de pá do forno, isso é que eles nunca foram!

Estou agradecido aos “rapazes dos jornais”, de Banguecoque, de não se ter esquecido nos seus relatos inseridos nos seus jornais e revistas  que o Figo e o Queirós eram de nacionalidade portuguesa.

A presença do Real Madrid no passado dia 10 de Agosto foi uma autêntica festa. Ganharam, como se diz em calão desportivo: “à rasquinha”!

A combatividade da selecção tailandesa só deu a oportunidade da vitória com uma escassa margem de 2 a 1.

E, se não houvessem umas batidas nas traves das redes do guarda redes Cesar Gonzales  a selecção tailandesa teria ganho a partida.

 Aqui há também de se ter em conta o tamanho dos “calmeirões” dos atletas do “plantel” de Carlos Queirós e o dos mais pequenos e aguerridos jogadores tailandeses.

A assistência de 70 mil pessoas (todas sentadas) num estádio a rivalizar com os melhores que existem por esse mundo fora estavam ali para apreciar  a fina flor do “chuto”, do mercado mundial e nunca (se viesse era boa), vaticinar o infringir uma derrota ao Real Madrid.

 

 

A organização que promotora da vinda da equipa madrilena a Banguecoque e as gentes tailandesas mais uma vez mostraram a sua forma hospitaleira de receber e não só o civismo demonstrado durante o jogo.

A a louvar a eficiência das autoridades e polícia tailandeses que conseguiram um sistema de segurança impecável quer no hotel onde o Real Madrid esteve hospedado e durante o encontro.

Houve algumas anomalias na circulação automóvel e arrumo nos parques à volta do estádio  Rajamangala mas isto se deve à afluência de milhares de veículos.

Os bilhetes esgotaram-se e, como em toda a parte houve “mercado negro” à volta do estádio.

Claro que não foi às escondidas mas às claras e o preço era o de quem dáva mais!

Negócios são negócios e cada um que investe o seu “papel” que lhe traga os melhores lucros.

O preço foi vário desde 400, 500 e 800 bhat (  8, 10 e 16 euros) 

Depois de finalizar o encontro as luzes,principais do estádio apagaram-se e milhares de velas surgem acesas das bancadas e, na pista de atletismo os jogadores dos dois grupos e outras altas individualidades tailandesas, seguravam nas mãos, também, uma vela acesa, em honra da celebração do aniversário e os 71 anos de S. M. a Rainha Sirikita a esposa real de S. M. o Rei da Tailândia Bhumibol Adulyadej.

José Martins
Agosto 2003

 


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