Aniversário

da

RAINHA SIRIKIT  DA TAILÂNDIA

(Vida e obra de uma grande Senhora)

Segunda Parte

O 12 de Agosto, passado (2005) aconteceu numa sexta-feita.

Dia, feriado e importante na vida dos tailandeses dado que a Rainha Sirikit da Tailândia fez 73 anos de vida.

As festas, espontâneas, do Povo tailandês, de mais de 63 milhões de pessoas acontecem do norte ao sul do território tailandês.

Grandes cartazes com  fotos, expostas em altares, de Sua Majestade poderão ver-se a decorar: frentes de grandes edificios, hoteis repartições públicas  das cidades, vilas e aldeias. Táxis, tuk-tuk, guiados por pessoas simples exibem bandeirinhas da Tailândia e a da Família Real.

Ruas iluminadas com micro lâmpadas eléctricas, envolvidas no toro e ramos de árvores plantadas nas margens das ruas oferecem um tom feérico e festivo por todo o reino.

O dia da real aniversariante é considerado o “Dia da Mãe” de todos os tailandeses.

Tenho uma enorme admiração por esta Grande Senhora que ainda a conheci  muito jovem, através de fotografias publicadas nas revistas e jornais de Portugal e de quando, em 1960, visitou o nosso país juntamente com seu marido Sua Majestade o Rei Bhumibol.

Longe estaria eu de imaginar, nessa altura, que trinta e quatro anos depois, em 1994, iria ser o fotógrafo oficial da Missão Diplomática de Portugal em Banguecoque e registar imagens da Rainha Sirikit  num serão cultural, cujos anfitriões foram: os Embaixadores de Portugal, Luisa e Sebastião Castello-Branco.

Presentes os Chefes-deMissão e suas esposas, a nível de embaixadores,  acreditado no Reino da Tailândia.

O serão, ultrapassou as regras protocolares do horário, programao com antecedência, das 7 até às 11 da noite e viria a prolongar-se até  junto à meia-noite!

Registámos imagens dos característicos sorrisos da soberana a extraordinária e excelente disposição e, por algumas vezes perante a exibição dos embaixadores e esposas exibindo curtos “shows” ou canções,tradicionais dos seus países breves risos.

No passado dia 12 de Agosto às sete da manhã dirigi-me para o “Centro Internacional de Protecção das Artes e Artesanato da Tailândia” distanciado de minha casa uns 50 quilómetros (do centro de Banguecoque a distância é de uns 65 quilómteros. Está situado na área da província  de Aiutaá e na margem esquerda do Rio Chao Praiá.

O centro tem excelentes meios de acesso, com ligação a auto-estradas, modernas e seguras, que numa hora, a velocidade moderada se alcança o lugar do centro da capital tailandesa.

A organização é fruto da Rainha Sirikit cujo  início da Obra já vem desde há trinta anos.

O pensamento soberana em cima do projecto um dos quais foi  o da preservação da arte e artesanato tailandês, rico em variedades, que em vez de ser esquecido fosse incrementado.Com isto, um dos objectivos de S.M. a Rainha Sirikit  trazer uma melhoria de vida dentro das classes menos favorecidas, afastando-as da ociosidade e aumentar-lhes, com isto, os rendimentos.

Poder-se-à apreciar, por todos os pontos da Tailândia, artesanto à venda nas grandes superfícies, pequenas lojas, em bancas de mercados ou nas mãos de vendedores ambulantes de rua.

No centro são produzidas variedades e esquisitas peças onde a ancestralidade da arte siamesa, milenária, são um facto: as figuras mitológicas; máscaras, marionetes,  elefantes de madeira, ornamentos de madre pérola; de corno de búfalo; da casca do coco, de pele de animais; uma variedade de flores artificiais, confeccionadas em seda natural; de conchas marítimas; de pedras semi-preciosa e ainda outras quantidades de materiais que só a arte e imaginação, prodigiosa dos artesãos  tailandeses com o imparável entusiasmo trazem à luz a arte, milenária, dos seus antepassados.

O negócio da venda do artesanato ao turista é rentável.

No ano de 2004 a Tailândia recebeu mais de doze milhões de turistas

A Rainha Sirikit tem sido uma dinamizadora e promotora das relações internacionais e, foram várias as vezes que se deslocou ao estrangeiro, com as famosas sedas tailandesas; com jovens modelos para que façam desfiles em tablados de salões, internacionais e, perante uma sociedade com poder de compra.

S.M. a Rainha Sirikt sempre a vimos primorosamente vestida com as sedas naturais, tailandesas e para completar a sua elegância nesse seu gosto de bem vestir usa  chapeus cujo o modelo se inspira nos campesinos usados pelas mulheres dos meios rurais.

 

A fama da seda tailandesa os desenhos únicos, inspirados pela soberana atingiu fama notável no mundo da moda e para esta contribuiu S. M. a Rainha Sirikit que junto a outro dimamizador e pioneiro o cidadão americano Jim Thompson, trazem, dos meios rurais a tradicionalidade da produção do tecido natural para a cena internacional da moda; com estabelecimentos de venda a retalho em Banguecoque e abertas filiais nas principais capitais da Europa e Estados Unidos

A seda tailandesa ganhou prestígio no Mundo e este vem de quase cerca de meio século. A grande metragem Ben Hur as túnicas os principais trages são confeccionados com seda tailandesa; o Hotel Savoy de Londres as suites são decoradas com seda tailandesa; a multinacional americana “Reynolds Metal Company”decorou as principais salas de reuniões e negócios com seda tailandesa. Entre tantos hoteis e residências palaciais que aplicam o fino tecido em almofadas, cortinas, paredes forradas conta-se o luxuoso hotel de Hong Kong o “Hilton” aplicou-o nos “ballroom” e nas suites.Na indústria da seda na Tailândia ocupam-se cerca de vinte mil pessoas.

A Rainha Sirikit, a soberana amada pelos ricos e os pobres que formam o Povo tailandês!

       

Marcaram-me as suas palavras proferidas e transmitidas pelos vários canais de televisão no dia de um seu aniversário (não me lembro o ano) dirigidas aos menos ricos, numa altura em que grassava na Tailândia o crescimento do desenvolvimento,  o oportunismo e a agiotagem.

Esta classe de amores para a compra de terrenos onde crescia o arroz e os vegetais e pastavam búfalos de água nos subúrdios das grandes cidades para que nessas, leiras de séculos e passadas de geração em geração viessem a pertencer a empresas imobiliárias onde seriam construídos bairros residenciais.

A Rainha Sirikit, preocupada, com a usurpação desses “migalhos” de sobrevivência de famílias, perentóriamente aconselha-os: “não venda as vossas propriedades com o objectivo de comprarem a “carrinha” a mota, a televisão ou a geleira....

A Rainha criou escolas para a aprendizagem dos jovens nas  artes e aos pais o incitamento às culturas agrícolas de rendimento e, afastá-los da plantação da papoila que gera a heroina e a morte, prematura, aos que se servem da letal droga.

O Centro de Protecção às Artes e Artesanato funciona como escola e o seu principal objectivo é preparar jovens nas diversas artes e especialmente a de produção de artesanto a gente jovem. Depois de habilitados, partem para as suas origens e ali, transmitem a artea outros seus comprovincianos. Além da aprendizagem de artes á também o ensinamento, ao aluno, o comportamento humano perante a sociedade que está inserido.  

A organização tornou-se um departamento público e, assimilado ao Ministério do Comércio que tem a missão de promover, internacionalmente, o artesanto tailandês. Os desígnios:

- Trabalho organizado  e dirigido à competitividade no mercado, internacional;

- Desenvolvimento da produção dentro da qualidade “standard”, com o objectivo da promoção da imagem, qualidade e embalagem dos produtos;

- Promoção de mercados e expandir  a produção nos mercados internacionais;

- Promover ligações de protecção inter-disciplinares entre o fabricante e o vendedor e, bem como, a combinação das modernas tecnologias adaptadas à artes e produção de artesanato;

- Desenvolvimento, apoio ao treino em cima do saber gerir a produção; o financiamento e o “marketing” dos produtos;

- Providenciar a protecção das patentes nos termos, internacionalmente conhecidos por: “copyrights, patentes e outras intelectual propriedades”

A surpresa que me chega naquele templo de preservação e divulgação da arte e artesanto tailandês é uma sala onde estão expostos verdadeiros sonhos  de mulher na arte de bem trabalhar o ouro e a pedraria.

Na sala de exposições encontram-se autênticos prodígios que mãos de jovens artesãos lhe dão beleza impar. I uma das preocupações é manter as peças de joalharia nos moldes como eram trabalhadas há séculos, pelos thais,no antigo Reino do Sião.

Naquele espaço de preciosidades, onde além das peças de intrincada arte de ourivesaria, e joalharia, econtram-se peças finas e raras de cerâmica e pinturas em laca.

Fomos guiados por Wongpaka Charochwai uma simpática jovem e bonita  tailandesa, funcionária superior do Centro  que nos elucidou sobre as origens da arte e províncias tailandesas onde desde tempos remotos foi executava e se mantém viva.

Recomendamos aos turistas lusófonos se porventura visitarem a Tailândia uma visita ao “The Support Arts and Crafts International Centre of Thailand” que na recepção do hotel de hospedagem poderão ser informados como o alcançar. O melhor transporte, para casais, é seguirem num táxi do hotel onde se hospedam.

Para jovens, normalmente, com pouco dinheiro para gastarem, têm vários autocarros na central de camionagem nas proximidades do famoso “weekend market” que por meia dúsia de euros têm bilhete de ida e volta e ainda lhes chega  para almoçar no Centro a 50 cêntimos (euro) o  prato  de arroz com carne e um refrigerante.

Vale pena visitar este Centro e quem o fizer voltar para o seu país com uma experiência rica e única que lhe ficará na memória pela sua vida adiante.

José Martins/2005.

 

 

 

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