Tailândia na Rota do
Modernismo
(Festival de Moda foi à Rua)
O dia 15 de Fevereiro de 2004, domingo, foi o dia da moda em Banguecoque. Uma desfile cujo este em vez de tomar lugar em salões,palacianos, onde a gente “riquinha/benzinha/ /bonitinha” tem o privilégio de ter assento o “Festival Extravagante de Moda em Banguecoque” foi realizado direccionado ao público rico, remediado e pobre. O próprio Primeiro Ministro Thaksin Shinawatra, assiste ao desfile, sentado, entre uma multidão que ansiosamente aguardava a chegada dos 24 camiões com os 600 modelos, dos dois sexos, tailandeses e estrangeiros.


O site Aquimaria foi incluído nos convites efectuados aos jornais, revistas da moda e aos 7 canais de televisão, existentes e a difundirem programas da “Cidade dos Anjos”. Pelas 9 horas partimos para o “National Stadium” (Estádio Nacional) de onde iria partir o desfile, de moda, motorizado às 4 da tarde.
Por alí havia imensas tarefas a finalizar: desde os últimos retoques de pintura dos camiões “passerelle”,às maquilhagens dos belíssimos modelos nacionais e internacionais, da Argentina,Chile e de países da Europa.


Contrastes diferentes (gostos não se discutem!)
Vários balneários do Estádio Nacional estavam completamente ocupados com caras lindas de moças a transpirar juventude e alegria enquanto eram maquilhadas por artistas exímios no “mister” de disfarçar ou colocar algum pontito negro em faces que até não necessitavam de qualquer (no meu ponto de vista) modificação cosmética.Fotógrafos, “cameramen”, jornalistas, afanosamente, preparavam os melhores ângulos ou aproximação aos alvos, pretendidos, para a melhor imagem ou entrevista.
Nos largos adjacentes ao grande estádio (em 1977 o Futebol Clube do Porto ganhou um torneio contra o Inter-de-Milão, Boca Júniors (Argentina) e a selecção tailandesa), por cerca das 11 da manhã começaram a chegar os Ferráries, os Porches, os Maseráties e as “Dona Elviras” (motas e carros), relíquias de um passado que fazem as delícias do nosso olhar. Motares, vestidos, extravagantemente e alguns já com idades a passarem a casa dos 65 invernos. Rapaziada do nosso tempo que ainda gostamos das coisas da moda e nos juntarmos entre a juventude.


Máquinas velhissímas e “motares” com muita bizarria no trajar
Adorei um “Mercedes” do princípo do século passado que durante o percurso do desfile, de cinco quilómetros, foi conduzido pela proprietária; uma já entradota senhora (o mato velho é que faz boa fogeira) e houve delírio, entre a população, de que não se cansou de bater palmas, à passagem das duas velhas estrelas.


Glória do passado e “bombas” chamadas desejo!
Máquinas desportivas, chamadas sonhos, descapotáveis, seriam de cerca de umas 100 o que bem demonstra a capacidade económica, relevante, que o país atravessa, de momento, depois de em apenas 5 anos ter vencido a crise de Julho de 1997 que abalou toda a Ásia. Motos outra centena.



Jovens, modelos, tailandesas frescas como orquídias orvalhadas
Aproximava-se o meio dia, debaixo de calor escaldante e desidratante que pedia água para compensar a saída, pelos poros da pele, do suor corporal. Foram consumidas centenas de garrafas de água mineral e refrigerantes que depositadas, estes, entre pedras de gelo em grandes bidons de plásticos que graciosamente, foram oferecidos,gratuitamente, pela organização


Modelos estrangeiros comparticiparam na parada da moda
Modelos, estrangeiros, profissionais, sobem ao camião “passerella” para os últimos ensaios e para a sessão fotográfica dos sempre exigentes e “chatos” fotógrafos profissionais. Mulheres lindíssimas onde se caldeavam as belezas nórdicas com as latinas. Em todas, elas, havia muito profissionalismo nas andanças entre os meios internacional da moda.


Modelos tailandeses
As moças, modelos tailandeses, algumas, até não eram, profissionais, não deixaram, porém, as suas poses, no desfile, por mãos alheias e comportaram-se, durante o desfile de rua, como exímias apresentadoras da elegante roupagem feminina.


Abriu o cortejo a cavalaria e uma orquestra sinfónica
Quatro horas, da tarde, em ponto, o cortejo começa a tomar lugar e em direcção à porta principal do Estádio Nacional. À frente a cavalaria, do “Exército Real Tailandês” seguida por uma camião com um grupo de músicos da “Orquestra Sinfónica de Bangkok” que durante o trajecto executou clássicos de Mozart, Chopin e Beethoven.


Uma multidão aglomerou-se ao longo de cinco quilómetros
O desfile vai seguir, desde o Estádio Nacional, em linha recta, compostas de duas avenidas, a Ploenchit e a Sukhumvit, as artérias, principais da cidade de Banguecoque onde neste percurso se situam as grandes superfícies, estabelecimentos luxuosos de moda e onde pode ser comprado, tudo relativo aos produtos, europeus e americanos, de beleza e moda a preços mais vantajosos de que se os mesmos fossem adquiridos nas casas de especialidade de Paris, Londres, Roma, Madrid ou Nova Iorque.
O povo apinha-se por todos os espaços disponíveis houve alguns momentos que o cortejo teve de interronper a passagem devido à aglomeração que chegou a ocupar o centro da via.


Muito civismo entre o público e aliado à expectação da chegada dos carros “passerelle”. À passagem do imponente desfile toda a boa gente, arrumada, nos passeios e espaços lá para trás batiam palmas à caravana da moda.
Havia, por ali, alguma polícia mais para, simpaticamente, arrumar o Povo do que para guardar os “mãozinhas leves” que até não seria noticiado que alguma carteira e porta moedas fosse surripiado


O cortejo não tarda e a avenida a ficar entupida de público
Gente jovem a transpirar juventude, gente sem grandes problemas de maior que gostam e apreciam a moda e que gradualmente se vão modernizando e ocidentalizando.
Banguecoque a capital da Talândia está a firmar-se como a capital da moda da Àsia! A este país chegam, milhões de turistas,anualmente que não vêm, propositadamente, para gozar as melhores praias do Mundo, os templos budistas; as maravilhas que a natureza dotou a monarquia mas, também para fazerem as suas compras de artesanato, roupa para os dois sexos e, entra esta a designada da moda, a preços competitivos e embatíveis pelos mercados europeus e americanos.


Uma sociedade que se tranforma e os barbeiros vão à rua
Voltando ao percurso dos nossos, já passados, 24 anos de vivência na Tailândia vemos este país crescer vertiginosamente. Assistimos a golpes de Estado, a confrontos entre políticos em procura de Poder, a revoluções de rua com graves consequências e sempre estes distúrbios, sociais, foram contornados de forma de que o progresso do país não caísse.
Em 1978, a primeira vez que visitei a Tailândia, Banguecoque já era uma cidade grande mas com poucos turistas. Nas duas ruas principais, da cidade, a Sukhumvit e a Silom viam-se por ali muitos “oil men” (homens do petróleo) que trabalhavam na exploração do petróleo, em vários países do médio oriente, acompanhados de raparigas, massagistas e dançarinas de bares, da travessa do Paptong ou da Soi Cowbois cujo por via de tal, Banguecoque foi denominada a capital do “sexo”.
O que de facto a denominação nunca haja correspondido à realidade.
Confundiu-se muito a hospitalidade com o sexo na altura da Guerra do Vietname, quando Banguecoque foi invadida, por milhares de soldados, combatentes, americanos que usaram, pobres raparigas de fraca educação, do nordeste da Tailândia e de que contou, para isso, os dólares que enchiam suas algibeiras.
Um passado já distante de nada de mal provocou ao prestígio da Tailândia.
A monarquia segue, velozmente, em direcção ao progresso e já dada como uma grande potência, económica, de contexto dos países da Ásia e consequentemente da Europa e América do Sul.
País de paz e harmonia que nunca se deixou colonizar por países da Europa, embora tenham havido várias tentativas nos séculos passados.
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