EÇA DE QUEIRÓS TRADUZIDO PARA A LÍNGUA TAILANDESA

A obra, clássica, do imaginário de Eça de Queirós, o “Mandarim” foi traduzida para a língua tailandesa e lançada no dia 30 de Março, na Galeria Nacional, contando com a presença de membros do Corpo Diplomático acreditado em Bangecoque, onde entre este se encontravam os Embaixadores do Brasil;  Director do “Fine Arts Department” da Tailândia, personalidades ligadas ao Ministérios da Cultura e dos Estrangeiros e professores das prestigiosas universidades de Chulangkorn e Tammasat (onde se ensina a língua de Camõe) portugueses, residentes na Tailândia;  membros da comunidade luso/descendentes; alunos de cursos de português e da imprensa tailandesa vocacionada para os assuntos culturais. O número de convidados rondava cerca de uma centena.

Descendente Português do Bairro da Imaculada Conceição, conversa

com O Embaixador Lima Pimentel e Prof.António Vasconcelos de Saldanha

De Macau, deslocou-se à capital tailandesa, com a finalidade de assistir ao importante acontecimento, o Prof. Dr. António Vasconcelos de Saldanha, Presidente do IPOR (Instituto Português do Oriente), http://www.ipor.org  , cuja organização, a que preside, patrocinou a primeira edição do “Mandarim”.

 

 

                                           

O Embaixador Lima Pimentel felicita a tradutora Drª.  Pralom

Boonrussamee e o revisor Dr. Wirat Siriwatananawin

O Embaixador de Portugal Lima de Pimentel depois de saudar os convidados, presentes, num improsivo descreveu a vida de Eça de Queirós como homem, escritor e diplomata em meados do século XIX. Seguiu-se depois a exibição de um vídio, projectado em “ecran” panorâmico, onde em imagens, os presentes, poderam apreciar, em pormenor, as raizes do escritor; sua vivência como diplomata; de escritor que o eleva a um dos maiores, clássicos,  da literatura portuguesa.

Embaixador Lima Pimentel, num improviso, ilucida os convidados

sobre a vida e obra de Eça de Queirós

Uma curta palavra de apresentação da presente edição

 O genérico do tema que o Embaixador de Portugal proferiu aos presentes:

 Pela primeira vez uma tradução em língua tailandesa de uma obra de Eça de Queirós.

 José Maria de Eça de Queirós foi um génio da literatura portuguesa. Nasceu em 1845, licenciou-se em direito pela famosa Universidade de Coimbra e, partir de 1866 e até à sua infelizmente prematura morte em 1900, publicou uma série de romances, novelas, contos e colecções de artigos que constituem o principal acervo do período do chamado “realismo literário” em Portugal. O realismo português sofreu forte influência da escola de igual nome em França, embora as duas escolas não se confundam. Mas Eça de Queirós é sobretudo um individualista, com uma concepção estética humanista muito próprias que transcedem o paradígma do “realismo” e, de facto, fazem dele um escritor “de todas as épocas”. Eça é um artista, crítico e lírico, irónico e apaixonadol, que pretende transmitir uma mensagem de convite à renovação da sociedade, através da apresentação e inter-acção dramática de personagens, que  caracterizam o “mundo português” da sua época, e “sofrem” os seus destinos em enredos que procuram reflectir a realidade de então.

O Conselheiro de Embaixada, Dr. Jorge Marcos, o Presidente

do IPOR. Prof.Dr. Vasconcelos de Saldanha, o Representante

dos lusos-descendentes escutam a alocução do Embaixador Lima

Pimentel

“O Mandarim” fui publicado ao longo de 1879 numa edição-folhetim impressa no jornal “Diário de Portugal”. O leitor tailandês não terá dificuldade em reconhecer, lendo a sua obra, o que atrás procuramos expressar: Eça procede a uma crítica social e humana sem contemplações, baseada na percepção que fazia dos efeitos da ambição

A delegação da Embaixada do Brasil, que inclui o Embaixador

Marco António  (segundo do lado esquerdo)

e do poder da riqueza sobre os seus contemporâneos. Mas o que caracteriza “ O Mandarim”, como obra especial e diferente de outras criações de Eça de Queirós, é o estabelecimento de um nexo entre o mundo do “realismo” e um universo imaginário – ligado a motivos da civilização chinesa – que não prejudica uma clara tipificação de personagens e situações alvos da crítica, mas igualmente incita a entender, passar além e perdoar...

O Embaixador Lima Pimentel ladeado pela tradutora

Drª. Pralom Boonrussamee e a Conselheira Cultural

Drª Ana Sofia de Carvalho

Estou certo de que os nossos amigos tailandeses retirarão momentos de prazer e de bom convite à reflexão da leitura de “O Mandarim”. E que, assim, esta edição

Capa do livro “O Mandarim” de Eça de Qeirós

traduzido para a língua tailandesa

contribuirá para aprofundar o conhecimento da cultura portuguesa na Tailândia e incrementar as relações tão antigas e sempre de espontânea simpatia, que desde 1511 portugueses e tailandeses entre si acarinham. E as minhas sinceras felicitações à tradutora!

 José Martins

 


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