
(4ª PARTE)
Nasceu de uma família de profissionais de medicina. Seu Pai o Príncipe Mahidol dedicou, depois de se ter licenciado em medicina nos Estados Unidos a minimizar os males que afligiam os seus doentes. Para o Príncipe Mahidol não havia classes, cor ou credos. A todos assistia e ao ponto de chegar a doar o seu sangue aos que dele necessitassem.




Suas Majestades os Reis da Tailândia, Bhumibol e Sirikit durante uma visita à província de Narathiwat no sul da Tailândia, encorajando os deficientes.
A Princesa Mãe nasceu vocacionada para exercer a enfermagem e durante o percurso de sua vida, até, à sua morte, a “velha senhora” (além de ter sido um mãe exemplar na educação dos seus três filhos) dedicou todo o seu dom de caridade em favor das populações, tailandesas, menos protegidas nos pontos mais remotos da Tailândia, como assim, outro carinho muito especial, à natureza e às flores de jardim ou silvestre.
Sua Majestade o Rei Bhumidol apercebeu-se, desde a juventude, que era de primordial importância a saúde e o bem-estar do povo tailandês. Dedica parte do seu reinado em longas digressões aos meios rurais. Usa todo o tipo de transportes, helicóptero, veículos de tracção às quatro rodas para chegar às aldeias remotas e algumas encravadas nos contrafortes das montanhas. Navega em canoa nas regiões alagadiças.
Em todos os percursos o Rei tem um mapa debaixo do braço, uma caneta nas mãos e, junto às autoridades do local dá-lhe ideias e instruções como a obra deve ser iniciada.
Tem sido assim desde que foi entronizado.


Sua Majestade o Rei da Tailândia mantém um constante interesse pelo desenvolvimento da ciência médica. Nas visitas aos meios rurais visita as unidades hospitalares para se inteirar do funcionamento
Junto ao monarca, algumas vezes, está Sua Majestade a Rainha Sirikita ou a sua filha a Princesa Maha Chakri Sirindhorn que vai fazendo apontamentos no seu inseparável bloco de notas.
Nos anos recentes Sua Majestade tem estado activo e preocupado pela preservação do meio ambiente, desenvolvimento dos meios rurais e na conservação e aproveitamento das águas aconselhando que devem ser construídas mais barragens ou represas.
Como acima se referiu foram instalados, por toda a Tailândia, clínicas nas aldeias a fim de permitir uma assistência de primeiros socorros com a maior prontidão.
Em todas as viagens que Sua Majestade efectua aos meios rurais com ele segue uma equipa de médicos e enfermeiras para cuidar dos súbditos que lhe vêm prestar vassalagem e cuidar dos seus males se porventura os tenham. Nos locais em que S.M. faz uma paragem mais longa, às pessoas é lhes verificada a tensão arterial a febre e os estado dos dentes.
Mas se um súbdito necessita de cuidados especiais médicos, Sua Majestade ordena que esse doente seja enviado e admitido no hospital mais próximo para ser tratado. Sua Majestade tem praticado estas acções beneméritas desde há muitos anos.”


A reserva e conservação da qualidade da água tem sido uma preocupação, premente de S.Majestade. Foto do lado direito: um invento de S. Majestade para oxigenar a água, dos lagos e indispensável para a vida das espécies, aquáticas, peixes e crustáceos
Médicos funcionários dos serviços de saúde são distribuídos por diversas províncias, tailandesas cuja finalidade é o estarem mais próximos das pessoas e assisti-las. Graças a Sua Majestade foi criado um departamento: “Cuidados de Saúde Básicos”. Aparte desta instituição do Ministério de Saúde, Sua Majestade, instruiu o pessoal da saúde que instruam as pessoas para que estas aprendam os cuidados preliminares de saúde, a fim de se precaverem de contrair doenças.
Depôs da Segunda Guerra Mundial as doenças mais frequentes na Tailândia era a tuberculose. No país não havia sanatórios e acontecia que os doentes em suas casas infectavam os seus familiares. Sob os auspícios de Sua Majestade foi criada a “Sociedade Antituberculosa”, construídos sanatórios para prevenir que a doença se ramificasse.
É construído um prédio a que lhe foi dado o nome de seu pai “Mahidol Wongsanusorn” e instalada a “Red Cross Science Division” para produzir vacinas BCG. Mais tarde a UNICEF abastece-se, ali, de vacinas para serem usadas em países da Ásia.


Durante o reinado de Sua Majestade o Rei Bhumibol efectuou numerosas visitas às zonas fronteiriças entre a Tailândia, Camboja e Laos para se inteirar da situação dos seus súbditos, dado que esses territórios estavam flagelados, não só pela guerra dos países vizinhos, assim como de insurgentes, tailandeses, comunistas
Depois, em parte, ter eliminado a tuberculose, Sua Majestade tem em sua monarquia outro problema, de saúde, para resolver e erradicar é a lepra que de rompante contagia as populações de aldeias nos anos de 1950/1960. São, então, construídas, leprosarias, as pessoas infectadas internadas.
A doença da lepra, nos dias actuais, está completamente banida na Tailândia. Há outra enfermidade o Pólio, na altura, que afecta as crianças e foi eliminado mercê o interesse do Rei. Reaparece nos anos de 1990 dado aos milhares de refugiados, fugidos de uma guerra de genocídio e são acolhidos fronteira entre os dois países. Imediatamente e a conselho de Sua Majestade o Rei Bhumibol é lançada uma campanha de vacinação de sucesso. Apenas uma criança contraiu a doença.
Desde 1946 Sua Majestade tem injectado milhões de dólares, vindos dos seus fundos, privados, em diversos programas de saúde. A Cruz Vermelha, foi uma das primeiras beneficiadas e desde então tem sido umas das instituições que tem merecido um constante cuidado de Sua Majestade. Funciona dentro dos seus muros um laboratório para a produção de vacinas. Um “Banco de Sangue” desde 1969 cujo sangue chega a quem dele necessita absolutamente grátis. Pelo país, anualmente, são salvas, milhares de vidas.
Nota do autor: “no ano de 1978 e de quando a minha primeira visita a Banguecoque adoeci do estômago. Uma namorada de nome, Luang Tong Lim Kató, que casualmente tenha conhecido uns dias antes levou-me ao Hospital da Cruz Vermelha. Depois de o médico me ter examinado; em seguida entregou-me a receita para os remédios; com a rapariga fomos buscá-los à farmácia do hospital. Quando perguntei quanto custava a consulta e remédios responderam-me: “que não custavam nada!” Ficou comigo esta agradável história de hospitalidade na minha primeira visita à Tailândia...

Sua Majestade faz chegar a todo território agências da Cruz Vermelha que funcionam como centros de investigação e cura de doenças. Existe a malária junto às fronteiras com a Birmânia, Laos e Camboja que é premente fazer-lhe o combate e erradicar o mosquito, infectado com o vírus.
Hoje na Tailândia são raros os casos do aparecimento de malária na população onde se inclui as zonas fronteiriças. Sob o financiamento de Sua Majestade são, também, criados centros de investigação e prevenção de doenças junto às universidades, escolas vocacionais e de educação primária para que os jovens estudem em estado sadio.
A Princesa Mãe, durante a sua longa vida a servir o Povo tailandês, parte das suas economias são destinadas para bolsas de estudo para jovens estudantes se irem especializar no estrangeiro. Hoje a Tailândia possuem uma classe médica, jovem, altamente profissionalizada quer na clínica geral como noutras especializações.
Para os desfavorecidos, economicamente, o Governo tailandês criou há uns quatro anos o sistema de pagamento, de consulta e medicamentos, a irrisória quantia de 30 bhat (menos de 40 cêntimos de um euro), nos hospitais do Estado.
Nota do autor: entretanto os serviços médicos e hospitalares, particulares, na Tailândia voltaram famosos na Ásia média, Oriente e extremo, não só pela qualidade como pelo êxito da cura. Todos os dias chegam dezenas de pessoas dos países árabes, a Banguecoque, em procura do alívio e cura das suas enfermidades.
Sua Majestade o Rei da Tailândia depois do falecimento de sua Mãe e em sua memória criou a “Fundação Ananda Mahidol” para continuar a financiar a Obra da princesa Mãe de continuar a enviar, com bolsas de estudo, estudantes de medicina ao estrangeiro e especializarem-se no estrangeiro.
O REI E A EDUCAÇÃO
Quando Sua Majestade ascendeu ao trono em Junho de 1946, a Tailândia encontrava-se na recuperação dos efeitos da 2ª Guerra Mundial, tinha, justamente terminado havia, apenas, um escasso, ano. Embora a Tailândia não tenha estado envolvida na guerra o sistema educacional estava desarranjado e as crianças tais limitavam-se aos primeiros estudos preliminares nos templos budistas. A primeira universidade da Tailândia a Chulalongkorn foi planeada pelo Rei, do mesmo nome da instituição, e seu avô.


O falecimento em 1910 não lhe deu tempo para concluir a obra. Seria depois seu filho, o Rei Vajiravudh que o sucedeu, no trono, a inaugurá-la em 1917. Durante a 2ª Guerra Mundial, a Tailândia, os japoneses pressionaram, em 1939, o Primeiro-ministro Phibul Songgram, (um jovem oficial, ambicioso, que em parceria com Pridi Phanomyang, civil educado em França que estabeleceram, através de um “golpe de estado”, sem sangue o regime da Monarquia Constitucional, em 1932), para que suportasse o Japão ocupando o território.
O objectivo da ocupação da Tailândia pelo Japão não era mais tão pouco mesmo para construir um caminho-de-ferro que ligasse o porto de Singapura (já ocupado pelos nipónicos), à Birmânia e deste território à Índia. O Estreito de Malaca além da presença dos submarinos britânicos, o mar estava infestado de minas que tornava impossível, navegável aos barcos japoneses atingirem por mar a Birmânia e a Índia.

Os japoneses concentram-se na província de Kanchanaburi, com eles estão 100.000 prisioneiros de guerra, pertencentes às tropas aliadas que foram capturados em países da Ásia e Sudeste Asiático, e que foram utilizados na construção das infamantes obras: Caminho-de-ferro e a ponte sobre Rio Kuei apelidadas: obras da morte, onde morreram devido a doenças e subalimentadas milhares de soldados e trabalhadores.
A Tailândia durante esse período fora por diversas vezes bombardeada a capital Banguecoque e objectivos estratégicos na província de Kanchanaburi e com isto muita escola foram destruídas. O sistema educativo, fica assim em completa desordenação e os alunos, com suas famílias refugiam-se longe dos alvos estratégicos das bombas.
Depois da guerra uma massiva renovação é levada a efeito. Muitas escolas, construída a partir de madeira, sofreram os efeitos de grandes cheias e foram totalmente destruídas e são renovadas com o cimento e os tijolos. A guerra tinha provocado uma fenda no sistema educativo e os estudantes absorvem, durante os estudos, um parco conhecimento escolar.
Alguns, obtêm o diploma de licenciamento sem a preparação ou mínimos requisitos de conhecimento da especialidade que escolheram. Era, apenas, um estatuto, pessoal, académico perante a sociedade em que estavam envolvidos.

Seis anos mais tarde a Tailândia é reconhecida, internacionalmente, como a nação líder com melhor “standard”, entre a população, educativo de toda a Ásia. Em meados da década de 1950/1960 e graças a Sua Majestade o Rei Bhumibol, que transformou o sistema escolar na Tailândia, passado pouco mais de meio século, 63 milhões de tailandeses escreve e lêem o que corresponde a 99% da totalidade da população.
O maior feito, heróico, no período de seis décadas efectuado dentro da educação não teria chegado a bom porto se não tivesse havido a contribuição de Sua Majestade o Rei Bhumibol. O pobre, o privado de se deslocar pelos seus próprios meios motores, as minorias étnicas que vivem no norte da Tailândia, de raça ou credos têm a liberdade de acesso à educação desde a primária à secundária ou universitária.
Em meio século a visão de Sua Majestade construiu uma sólida estrutura que muito contribuiu para o desenvolvimento de uma nação onde há paz e harmonização entre as gentes tailandesas e outras inseridas de cultura e religião diferentes.
Dentro do reinado de Sua Majestade grande número de escolas foram construídas em remotas áreas. Os estudantes têm conseguido excelentes classificações sejam de escolas, orfanatos, dependentes que necessitam ajudas de outrem para se locomoverem.
Distantes dos meios populacionais e em remotos lugares, Sua Majestade garantiu aos alunos a mesma educação ministrada aos jovens alunos, e membros da família, na escola privada “Wang Klaikangwol”, em Banguecoque, que chega a esses lugares remotos via satélite. O Rei estabeleceu o projecto “Phra Dabos” que promove e ajuda a desenvolver as vocações manifestadas em jovens sem ser necessário a preparação tradicional noutros centros educativos.


A Tailândia não se viu livre da tentativa da infiltração do comunismo e insurgência de simpatizantes. Porém Sua Majestade, nesses períodos difíceis nunca deixou de visitar as fronteiras entre a Tailândia,Laos e Camboja nos anos conturbados.
A Tailândia não seu viu livre da “saga” e da infiltração da doutrina comunista no Sudeste Asiático que viria a “desgraçar” os povos da Birmânia, Vietname, Laos e Camboja. Na Tailândia sugiram os simpatizantes da política da “cortina de ferro”. As zonas fronteiriças foram infestadas por insurgentes, comunistas, que atacavam aldeias e assassinavam pessoas.
Muitas crianças viviam nas áreas devastadas pela morte, doenças e ausentes da educação. Sua Majestade visitou essas áreas nos princípios de ano de 1960, e preparou o início de uma vida diferente para essa juventude vítima de um sistema político que não germinou no mundo.
Um número, considerável de escolas nas áreas afectadas e protegidas pela polícia que patrulhava as picadas ao longo das fronteiras (nota do autor: passamos nelas em 1987, quando como fotógrafo/correspondente, mais o jornalista Nuno Rocha do extinto semanário “O Tempo” fomos fazer uma reportagem na fronteira tai-cambodja aos três campos de refugiados, cambodjanos, onde haviam 170 mil perseguidos do regime do famoso “facínora” Pol Pot”) que regularmente eram visitadas por Suas Majestades o Rei e a Rainha Sirikit e a Princesa Mãe.
De 1963 a 1974, Sua Majestade mandou construir 9 escolas para crianças nas aldeias das tribos do norte da Tailândia. Mais 31 são construídas, cujos custos são suportadas pelos fundos, pessoais de Sua Majestade e destinadas aos filhos dos funcionários dos serviços florestais sediados em áreas remotas a fim de preservarem as florestas, dos fogos e da “pilhagem”. Cria a “Fundação Navaruek” também estabelecida com seus próprios fundos e destinadas ao ensino secundário de jovens.
Seguem-se igualmente a construção de escolas nos tempos budistas sob a administração de monges. A iniciativa de Sua Majestade é pelo facto de que as crianças, nos meios rurais, devem ter a aprendizagem primária escola, entre os muros dos templos a fim de conjugar o ensino e a religião.
Em 1962 a Tailândia foi fustigada pelo “Ciclone Harriet” que devastou 12 províncias.
Uma pequena aldeia situada na beira-mar, Laem Talumpuk (arredores de Nakhon Si Thammarat) os ventos do ciclone bateram fortemente a pequena povoação que causou a morte de mais de um milhar de pessoas. Uma terrível tragédia que destruiu templos, escolas, casas e as plantações. Sua Majestade, não perdeu tempo e ao microfone na emissora “Au Sau Radio” que ele mesmo tinha fundado, e dá início ao peditório que atingiu mais de 11 milhões de baht.

À campanha foi lhe dado “Making Merit with King”. Parte da contribuição, conseguida, é destinada para assistir aos órfãos que perderam os pais na catástrofe. Ainda ficou uma importância para a criação da fundação: “Rajaprajanugroh” que entra em acção a obra de benemerência em 1963. A fundação não tarda a construir escolas na área afectada, cujas instalações ficam providas de camaratas, cantinas, para os estudantes que perderam os pais ali residirem.
Mas outra preocupação de Sua Majestade é os órfãos de pais vitimados pela SIDA e manda construir a escola “Rajaprajanugrob 33”, na província de Lop Buri. Serve para educar os órfãos e acomodá-los. Seguem-se outros projectos, similares, nas montanhas do norte.
Quando o Tsunami devastou 6 províncias no sul da Tailândia em 2004, as crianças, voltam novamente a sofrer. Muitos perderam os pais, os condiscípulos, os amigos e também os professores em escassos minutos.
A fundação “Rajaprajanugrob” é primeira organização humanitária que se encontra no terreno a prestar assistência aos vivos e a piedosa missão de recolha dos mortos. De imediato foram construídas quatro novas escolas para 1.200 crianças.
José Martins
CONTINUA....
Fontes: várias e tradução livre da inglesa para a portuguesa pelo autor.
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